Pai Nosso

domingo, setembro 30, 2012 Posted In , , Edit This 0 Comments »
Pai Nosso que estais nos céus, na terra, em todos os mundos espirituais, santificado e bendito seja sempre o vosso nome, mesmo quando a dor e a desilusão ferirem nosso coração, bendito sejas. O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje Pai, dai-nos o pão que revigora as forças físicas, mas dai-nos também o pão para o espírito. 
Perdoai as nossas dívidas, mas ensinai-nos antes a merecer o vosso perdão
, perdoando aqueles que tripudiam sobre nossas dores, espezinham nossos corações e destroem nossas ilusões. Que possamos perdoá-los não com os lábios e sim com o coração.
Afastai do nosso caminho todo sentimento contrário a caridade. 
Que este Pai Nosso seja dadivoso para todos aqueles que sofrem. Como espiritas encarnados ou desencarnados.
Que uma partícula deste Pai Nosso vá até os cárceres, onde alguns sofrem merecidamente, mas outros, pelo erro judiciário. 
Que vá até os hospícios iluminando os cérebros conturbados que ali se encontram. Que vá aos hospitais, onde muitos choram e sofrem sem o consolo da palavra amiga. 
Que vá a todos aqueles que nesse momento transpõe o pórtico da vida terrena para a espiritual para tenham um guia e o vosso perdão.
Que esse Pai Nosso vá até os lupanares e erga estas pobres infelizes criaturas que para ali foram tangidas pela fome, dando-lhes apoio e fé. 
Que vá até o seio da terra onde o mineiro esta exposto a grande perigo, e que ele findo o dia possa voltar ao seio de sua família. 
Que este Pai Nosso vá até os dirigentes das nações para que evitem a guerra e cultivem a Paz. 
Tende piedade dos órfãs e viúvas. Daqueles que até esta hora não tiveram uma pedaço de pão. Tende compaixão dos navegadores dos ares, dos que lutam com os vendavais no meio do mar bravio. Tende piedade da mulher que abre olhos do ser à vida. 

Que a Paz e a Harmonia do Bem fiquem entre nós e estejam com todos.

Assim Seja!

Juventude Espírita

segunda-feira, setembro 17, 2012 Posted In Edit This 0 Comments »

cura

segunda-feira, setembro 17, 2012 Edit This 0 Comments »

Palavras de um Médico

sábado, agosto 11, 2012 Edit This 0 Comments »
Há momento em que precisamos confiar ao Senhor a essência dos nossos mais íntimos cuidados.


A vida não é patrimônio do nosso capricho individual e o caminho em que nos cabe marchar para a frente é, sobretudo, traçado pela Divina Sabedoria.

Nem sempre sabemos o que desejamos , contudo o Mestre conhece aquilo de que realmente carecemos.

Quando seja possível ao nosso sentimento, inclinemo-nos perante os Desígnios Superiores que nos alteram os planos e prossigamos para a vanguarda de luz em que devemos situar o coração de trabalhadores do bem.

Ao médico é concedido o mais alto dos títulos na esfera de assistência à vida na Terra. Se os sacerdotes do pensamento religioso semeiam a luz de Deus nas Almas, os médicos são os missionários do equilíbrio da existência humana, garantindo a harmonia do campo em que a fé renovadora conseguirá brilhar.

Sem duvida, contam-se por milhares aqueles que, desviados do verdadeiro sentido do trabalho que lhes compete, se arrojam aos despenhadeiros da indiferença, traindo o mandato recebido de Mais Alto, entretanto, não ignoramos o imperativo de nossas responsabilidades e sabemos que, acima de tudo, é necessário saibamos agir e servir, nas fileiras dos que se devotam à felicidade de todos.

Para nós, o sacrifício pessoal e a renúncia constante serão o clima inevitável da mínimas cogitações. Por isso mesmo, olvidar os deveres que a luta nos impõe seria menosprezar a nossa mais valiosa oportunidade de elevação.

Não permitamos que a sombra da dúvida nos invada o espírito.

Levantemo-nos espiritualmente e prosseguimos.

Recordemos que a morte é simples ilusão. Exige-se de nós outros na atualidade mais senso e compreensão dos nossos serviços nos círculos médicos, a fim de que os nossos princípios se refaçam.

Realmente, os nossos arraiais acadêmicos ainda se acham minados pelo materialismo da semi-ciência e o soro frio enregela preciosas formações nascentes, no campo de nossas manifestações culturais, mas, a pouco e pouco, amparados na coragem dos colegas que nos continuam os esforços, esperamos criar novos valores para o futuro glorioso que nos cabe atingir.

Não esmoreçamos!

Podemos fazer muito pela classe a que pertencemos e pela comunidade a que servimos. Dispomos de recursos, de influências, de meios espirituais que facilitam a ascensão.

Estudemos! Temos um mundo novo à frente do raciocínio.

Urge o tempo!

Hoje a estrada se descortina cheia de luz. Amanhã, se soubermos semear, a colheita será rica de bênçãos.

Defendamos a oportunidade de triunfar no labor esposado na Terra, a fim de que nossas experiências se dirijam no rumo do porvir, enriquecendo a senda de muitos.

Para a verdade, não importam os títulos externos da criatura.

A roupagem dos pontos de vista é igualmente transitória como a indumentária do corpo. A realidade pede substância pratica, riqueza intrínseca.

Não nos propomos converter a personalidade nisso ou aquilo, na rotulagem das idéias ou das confissões variadas a que se filiam os idéias das igrejas terrestres.

Pretendemos, simplesmente, a posição de portadores do bom ânimo e da coragem, a fim de que o remédio não se perca nos desvãos da incerteza e da sombra.

Sigamos à frente. A nossa família não se circunscreve às quatro paredes do nosso movimento doméstico. Estende-se em todos os lugares, onde um doente chama por nós, confiando-nos a esperança.

Sejamos fortes e restauremos as energias para a batalha do bem, em que sempre nos colocamos, nas linhas da abnegação e da frente.

Nossa responsabilidade é maior que nos. Nossos deveres superam nossas dores. O interesse de todos compele-nos ao esquecimento de “eu”, que tanto nos empenhamos em adorar e conservar.

Recordemos que o cristo foi o Mestre da Verdade, mas foi também, entre as criaturas, o Divino Médico da Saúde e da Alegria.
Sigamo-Lo na faina abençoada de materializar-se as lições de amor e estejamos certos de que a Sua proteção jamais nos faltará.
Pelo Espírito Francisco Fajardo
XAVIER, Francisco Cândido. Cartas do Coração. Espíritos Diversos. LAKE. Trecho da mensagem particular, dirigida a um médico presente à reunião de 17-1-1952, em Pedro Leopoldo.

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sábado, agosto 11, 2012 Edit This 0 Comments »

segunda-feira, julho 23, 2012 Edit This 0 Comments »

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segunda-feira, julho 02, 2012 Posted In , , Edit This 0 Comments »

Mensagem

segunda-feira, julho 02, 2012 Posted In Edit This 0 Comments »

Poema - Alma Gêmea

terça-feira, junho 12, 2012 Posted In , , Edit This 0 Comments »

Alma gêmea da minhalma, 
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão!...

Quando eu errava no mundo,
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarinho,
E encheste-me o coração.

Vinhas na bênção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade
Em sorrisos de esplendor!...

És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Porque sou tua esperança,
Como és todo o meu amor!

Alma gêmea da minhalma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...

Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores
Da claridade dos céus...
Emmanuel
(Do livro "Há Dois Mil Anos, FCXavier)
(IV - Tragédias e esperanças, 275)

Frase do dia...

terça-feira, junho 12, 2012 Posted In , Edit This 0 Comments »
"O amor das almas gêmeas é aquele que o Espírito, um dia, sentirá pela Humanidade inteira." 
 Emmanuel

AS ALMAS GÊMEAS OU METADES ETERNAS

terça-feira, junho 12, 2012 Posted In , , Edit This 0 Comments »
Como surgiu a ideia de Almas-Gêmeas?


   O conceito de alma-gêmea ou metades eternas tem a sua origem em um diálogo de Platão, intitulado O Banquete . O termo grego com que se designaria o fato de um ser ter,ao mesmo tempo, duas natureza sexuais é androginia ou hermafroditismo. A primeira palavra é formada por dois radicais gregos: andros, que significa homem e ginecon, que quer dizer mulher. A segunda resulta da associação de dois termos tampém gregos : Hermes e Afrodite.   O mito dos andróginos contado por Platão, em linhas gerais, é o seguinte : em tempos imemoriais ( tempos míticos ) os homens que viviam sobre a terra possuíam dupla sexualidade, sendo, a um só tempos masculinos e femininos. Esses homens eram ousados, tão ousados que chegaram a desafiar os deuses imortais. Os deuses, assustados com a possibilidade de um ataque humano à morada dos deuses no Monte Olimpo reuniram-se em assembléia para discutir como anular a ameaça humana. Depois de muitos e acalorados debates, chegaram à conclusão de que , como legítima defesa de suas prerrogativas, só havia uma coisa a fazer: separar os humanos, pois era a sua dupla natureza que os fazia fortes.Por certo separados seriam muito mais fracos e não pensariam mais em ameaçar os deuses.   Assim resolvido, os deuses vieram à terra e cortaram, no meio certo, os andróginos deixando o umbigo como a marca da ousadia deles. O plano divino deu resultado porque os homens separados passaram, desesperadamente, a procurar as suas metades e, não as encontrando, ficaram infelizes e nada melhor para enfraquecer alguém do que a infelicidade. Mutilados, incompletos, sofridos, buscando sempre a metade perdida e,quase sempre, equivocando-se neste busca, o homem vive o drama da incompletude,deixando, assim, de ser uma ameaça para os imortais.   Esta questão passou a ser discutida no meio espírita depois que Emmanuel , em seu romance Há Dois Mil Anos,psicografado por Francisco Cândido Xavier trouxe esta questão à baila com o nome de Alma-gêmea. No romance, a personagem Lívia,esposa do protagonista seria a sua alma - gêmea. A discussão não chegou,felizmente, a ser um problema sério que pudesse causar divisões no meio espírita. Houve apenas pessoas que não concordavam que pudessem haver espíritos que completasse um ao outro a ponto de serem almas- gêmeas. O que Allan Kardec tem a nos dizer sobre esta questão?   A resposta se encontra no volume I da Revista Espírita do seguinte modo : Um homem viveu com sua esposa por muitos anos e, depois da desencarnação desta, conseguiu um contato mediúnico com ela. Nessa oportunidade, ele lhe perguntou se ela era a sua metade eterna. A mulher respondeu que não e que o espírito com que ele possuía maior afinidade estava encarnado na terra, vivendo, no Oriente, duras experiências.   O homem ficou muito abalado com o que ouvira porque, certamente, não estava esperando uma resposta como aquela uma vez que, enquanto viveram casados na terra, se amavam e se respeitavam. Assim, escreveu para Allan Kardec,pedindo esclarecimentos sobre a questão. Kardec responde ao missivista na Revista Espírita depois de ter consultado o Espírito que, na terra foi o Rei da França e canonizado como São Luiz e os espíritos Abelardo e Heloísa, casal conhecido por sua tragédia amorosa.   A resposta dos espíritos consultados a respeito da existência de almas-gêmeas foi negativa. Firmaram eles que os espíritos são criados individualmente e não aos pares. Falam, porém, em simpatias e afinidades que pode haver entre os espíritos, estreitando entre eles laços amorosos.           Assim a expressão alma-gêmea deveria ser entendida como um figura de linguagem, uma metáfora que expressaria mais fortemente uma relação entre espíritos com grande afinidade.   A proposta de Jesus é que amemos uns aos outros como a nós mesmos,que repartamos igualmente nosso amor uns com os outros e a teoria das almas gêmeas possui um caráter demasiadamente exclusivista e,sendo assim, não seria adequada para quem acredita na promessa do Cristo de que, um dia,haverá um só rebanho e um só pastor.



Por José Carlos Leal

Dia das Mães

domingo, maio 13, 2012 Edit This 0 Comments »

Páscoa espírita

sábado, abril 07, 2012 Posted In , , Edit This 0 Comments »

 A Páscoa é uma das mais tradicionais comemorações das comunidade Cristã,que o dicionário da língua portuguesa define como sendo: s.f. Festa anual dos hebreus em memória da sua saída do Egito; festa anual dos cristãos em memória da ressurreição de Cristo.
Por este motivo, irmãos de diversas correntes do Cristianismo estarão comemorando a volta de Jesus à vida, que se deu justamente na páscoa judaica no ano 33 da nossa era. A Páscoa em verdade, nas interpretações dadas pelas religiões tradicionais, está envolta num injustificado conceito de "culpa", pois segundo ensinam, Jesus teria padecido os tormentos porque passou, "para nos salvar", em razão dos nossos pecados, que teriam se iniciado com a desobediência de Adão e Eva no paraíso.

   Nós Espíritas, embora sendo também Cristãos, não celebramos a páscoa dessa forma, por entendê-la de maneira bem diferente no que concerne à morte e à "ressurreição" de Jesus, pois sabemos que a aparição do Mestre de Nazaré a Maria de Magdala e aos seus Discípulos não foi uma derrogação das Leis naturais do nosso Planeta, pois, uma ressurreição significaria a volta à vida de um corpo já morto, o que sabemos ser cientificamente impossível.

   A Doutrina Espírita não proíbe, nem condena a forma como a páscoa é comemorada pelos nossos irmãos em humanidade, se levarmos em conta o seu simbolismo; para nós espíritas, a páscoa pode muito bem representar a libertação da ignorância pelo conhecimento, a vitória da vida sobre a "morte", a renovação dos nossos propósitos mais nobres no engrandecimento do espírito imortal, a nossa renovação moral na transformação do homem velho que sempre fomos e no crescimento em
nosso interior do homem novo, renovado em seus princípios éticos-morais.

   Duas figuras se destacam na comemoração da Páscoa:
1. O COELHO, por ser animal rápido, esperto, e transmitir a idéia de alegria, representa o divulgador da notícia da ressurreição do Cristo.

2. O OVO, que já era utilizado antigamente para comemorar a páscoa judaica, onde as pessoas presenteavam-se com ovos verdadeiros, cuja casca pintavam com muito carinho para servir de enfeite e como lembranças para a pessoa a quem se ofertava, porém tinham como desvantagem a facilidade com que se quebravam e estragavam. Com o passar dos anos, o homem teve a idéia de comercializar a maneira de se presentear na páscoa, e então passou a produzir os ovos de chocolate, de açúcar, porcelana, alumínio e diversos outros materiais, que serviram para sustentar a idéia de presentear com o ovo na páscoa e ainda auferir vantagens financeiras, a tal ponto que em nossos dias, o que mais importa não é o real motivo da comemoração da páscoa, que muitos não sabem o que representa, e sim o tamanho e o valor do ovo de chocolate que sonham em receber.

   Entendemos a páscoa como uma divina lição que Jesus nos deu, vencendo as iniqüidades do mundo, e retornando triunfante para confirmar o que já havia afirmado antes; "que a morte não existe como a entendemos; e cumprir sua promessa de 'ficar eternamente conosco'", servindo-nos de bússola apontando a direção certa a todos quantos sinceramente desejarem segui-lo e encontrá-lo.

Clique aqui para ler mais:
http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/o-espiritismo-e-a-pascoa/#ixzz1rI8N9Nri

Não vim destruir a Lei

sábado, março 24, 2012 Posted In Edit This 0 Comments »

Acredito que existam inúmeros artigos, textos e livros sobre esse tema, mas lembro-me que na universidade ouvíamos um professor comentar sobre a nossa péssima mania de achar que não precisávamos mais pesquisar sobre determinado assunto quando muitos já o haviam estudado, como se fosse possível esgotá-lo. Sendo assim, permita o leitor que falemos sobre o Capítulo Primeiro de O Evangelho Segundo o Espiritismo, intitulado Não vim destruir a Lei. Como não poderia deixar de ser, o início do Evangelho tem como propósito anunciar o surgimento do Espiritismo. Para esclarecer que a Doutrina Espírita constitui a Terceira Revelação, é preciso mencionar as duas primeiras. De início, temos o Decálogo, ou os Dez Mandamentos, Leis Divinas e imutáveis, que num primeiro momento ficaram sob a responsabilidade de Moisés, para que fossem transmitidas a um povo espiritualmente muito atrasado, quase animalizado. Atualmente essas Leis são responsabilidades de todos os que estão encarnados, considerando o fato de que constituímos uma humanidade (um pouco) menos atrasada. Além dos Mandamentos, Moisés estipulou, com o auxílio de outros colaboradores (1) , uma série de leis para que as pessoas não matassem umas às outras. Esses regulamentos, se assim podemos chamar, diferentemente dos Dez Mandamentos, correspondem a leis que deveriam ser atualizadas de acordo com o avanço do tempo e com o amadurecimento desses espíritos encarnados. Entre essas leis temporárias poderíamos citar algumas:Quem ferir a outro de modo que este morra, também será morto. (Êxodo, 21: 12)Quem ferir a seu pai ou a sua mãe, será morto. (Êxodo 21: 15)Quem amaldiçoar o seu pai ou sua mãe, será morto. (Êxodo 21, 17)Poderíamos levantar a seguinte questão: O chamado Velho ou Antigo Testamento tem relevância para o entendimento da Doutrina Espírita? Claro que sim, mas é necessário relativizar o grau de importância de cada ensinamento. A importância de Moisés é que a humanidade teve um primeiro contato com a noção de justiça, por mais absurda que essa justiça possa parecer nos dias de hoje. Seria demais qualquer ensinamento mais profundo em relação a estas leis para esse período. Para cada lição há o seu devido tempo.Com a chegada de Jesus, 18 séculos depois (2), os Dez Mandamentos foram resumidos em dois ensinamentos mais abragentes, e não menos importantes: "amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo" (3) . A idéia de justiça, com Moisés, agora era atualizada com a Lei de Amor. Conforme nos ensina a Doutrina Espírita, enquanto a chamada Lei Antiga corresponde a um clamor dos homens pedindo sinais dos Céus, o Novo Testamento (Segunda Revelação), trazido por Jesus, é a resposta de Deus, dizendo que O Pai Eterno está presente ao lado de Seus filhos, e que os ama incondicionalmente.Mas e o Espiritismo? Conforme nos ensina o Evangelho, o Espiritismo é o Consolador prometido há 2000 anos (4). A Doutrina Espírita é isenta de dogmas. Não veio para contestar o que foi ensinado por Jesus, e sim para auxiliar a humanidade na compreensão e cumprimento de suas lições. Não se pretende como Doutrina única e possuidora exclusiva da verdade. Mas é o Espiritismo a Doutrina que esclarece sobre a continuidade da vida do espírito após a morte do corpo físico, assim como explica a reencarnação e as leis de provas e expiações. Sendo uma Doutrina muito recente, às vésperas de completar 150 anos, o Espiritismo ainda terá muito que caminhar com a humanidade. No mundo todo há bilhões de pessoas que ainda não crêem na "vida a pós a vida", quanto mais na possibilidade de comunicação com a espiritualidade, o que se dirá sobre a reencarnação. No Brasil isso é uma exceção, não só pelo fato de haver milhares de instituições espíritas atuantes, mas por ser uma nação que quase não pratica a intolerância religiosa. Quando o faz, isso se dá em proporções muito menores do que em outros países. Daí a importância de fazermos um esforço para entendermos o primeiro capítulo de O Evangelho Segundo o Espiritismo, porque este terá que ser, não apenas lido e relido muitas vezes, mas também será necessário que os espíritas entendam sua responsabilidade sobre o que conhecem, e que tenham a humildade para não fazer proselitismos. O Evangelho nos ensina a não pregarmos frases como "Fora do Espiritismo não há salvação", justamente para não compartilharmos de práticas excludentes. Não será difícil crer que muitos homens (espíritas ou não) que atualmente são esclarecidos e de alma pacífica, tiveram encarnações passadas como fariseus (5), ou até mesmo inquisidores e tiranos. O capítulo Primeiro do Evangelho serve para nos despertar para uma época de esclarecimento, caridade e fraternidade, e para que não sejam repetidos tantos erros do passado. Deus permita que possamos seguir o exemplo de Paulo de Tarso e que diante do nosso Caminho de Damasco, ouçamos também o chamado de Jesus e tenhamos a coragem de atendê-lo. 

Nota: (subir texto)

1-Entre aqueles que auxiliaram Moisés, podemos destacar Arão, seu irmão, e Josué a quem foi designada a tarefa de sucedê-lo.
2-A Gênese, cap. I, tópico 49.
3-Mateus, cap. XXII, v. 34 a 40.
4-João, todo o capítulo XIV.

5-Do hebreu parush: divisão, separação: Seita fundada por volta de 200 anos antes do Cristo. De acordo com a introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, os fariseus "tomavam parte ativa nas controvérsias religiosas. Servis cumpridores das práticas exteriores do culto e das cerimônias; cheios de um zelo ardente de proselitismo, inimigos dos inovadores, afetavam grande severidade de princípios; mas, sob as aparências de meticulosa devoção, ocultavam costumes dissolutos, muito orgulho e, acima de tudo, excessiva ânsia de dominação (...)"

Em momentos de Crise

segunda-feira, fevereiro 27, 2012 Posted In , , , , Edit This 0 Comments »

"O momento é de prova?
Ergue-te e aceita a vida.

Não te queixes, trabalha.
Nem te desculpes, ora.

O serviço no bem
É paz no esquecimento.

Ante as crises que encontres,
Faze o melhor que possas.

Nas árvores podadas,
Deus multiplica os frutos.

Ama, serve e não temas,
Deus agirá por ti."
Emmanuel

A Visão Espírita dos sonhos

segunda-feira, fevereiro 27, 2012 Posted In Edit This 0 Comments »


Luiz Carlos D. Formiga
O Sonho é uma interrogação para muitas pessoas. No livro de Carlos Bernardo Loureiro - “A Visão Espírita do Sono e dos Sonhos”, Casa Editora O Clarim. Matão, SP. 144 páginas, vamos encontrar muitas respostas.
É possível determinar relações precisas entre essas percepções e os aspectos da realidade ordinária? Como analisar esse psiquismo noturno?
Erick Fromm afirma que“o inconsciente só o é em relação ao estado normal de atividade”, “ são simplesmente estados mentais diversos, que se referem às modalidades existenciais diferentes.” Assim, podemos admitir que a mente consciente constitui apenas parte do psiquismo total. Existe uma vida psíquica chamada de “inconsciência”. Esta atividade psíquica é o principal protagonista quando o sono retira a outra de cena. Na realidade o inconsciente acha-se representado naquela fração do sonho que se registra na memória consciente.
O que se deve pensar das significações atribuídas aos sonhos?
“Os sonhos não são verdadeiros como o entendem os ledores de buena-dicha, pois fora absurdo crer-se que sonhar com tal coisa anuncia tal outra.
São verdadeiros no sentido de que apresentam imagens que para o Espírito têm realidade, porém que, freqüentemente, nenhuma relação guardam com o que se passa na vida corporal. São também um pressentimento do futuro, permitido por Deus, ou a visão do que no momento ocorre em outro lugar a que a alma se transporta. Não se contam por muitos os casos de pessoas que em sonho aparecem a seus parentes e amigos, a fim de avisá-los do que a elas está acontecendo? Que são essas aparições senão as almas ou Espíritos de tais pessoas a se comunicarem com entes caros? Quando tendes certeza de que o que vistes realmente se deu, não fica provado que a imaginação nenhuma parte tomou na ocorrência, sobretudo se o que observastes não vos passava pela mente quando em vigília?”Livro dos Espíritos, questão 404.
A alma é um ser pensante que permanece ativo durante o sono? Existem provas materiais da atividade da alma durante o sono?
Durante o sono, a alma repousa como o corpo? “Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos.” Livro dos Espíritos questão 401.
A enciclopédica de Diderot (Denis, 1713-1784), no verbete “Sonambulismo”, relata a história de um jovem sacerdote que se levantava à noite, dirigia-se ao seu escritório e escrevia longos sermões e retornava ao leito. Existem relatos da resolução de problemas matemáticos que não eram resolvidos quando os indivíduos estavam acordados.
Existe uma memória latente? Os sonhos trazem à tona lembranças julgadas esquecidas para sempre?
Seis meses depois o indivíduo sonha com o local em que perdera o canivete. Ao despertar procura e acha o objeto (F.H. Myers, La Concience Subliminale, Annales Phychiques). Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?
“Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o Espírito mais faculdades do que no estado de vigília. Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro. Adquire maior potencialidade e pode pôr-se em comunicação com os demais Espíritos, quer deste mundo, quer do outro...” Livro dos Espíritos, questão 402.
Richet (Prêmio Nobel de Medicina) descreve a memória fotográfica de sonambulos. A eclosão desses registros mnêmonicos subconscientes não deve ser confundida como a intervenção de seres espirituais. Trata-se de fragmentos da vida que são exumados naturalmente ou por estímulos especiais, das profundezas do ser (Pierre Janet).
Pode-se provocar sonhos por hipnose e induzir uma pessoa a sonhar com outra?
Sim, responde o Dr. Sherenk-Notzing (Munique-Alemanha) após experiência hipnótica com a sensitiva (clarividente) Lina. Seus resultados são muito importantes para a discussão do homem como um ser de natureza bio-psico-socio-espiritual. O pesquisador deu a sensitiva a ordem pós-hipnótica de sonhar, na noite seguinte, com uma determinada pessoa, não esquecer o sonho e contá-lo no dia imediato. Pela manhã, ao acordar, e em presença dos pesquisadores, contou o que aconteceu durante a noite. A hipótese de uma transmissão, através do pensamento de um dos pesquisadores auxiliares, era inviável por vários motivos, até porque uma visita casual de uma amiga do Sr. F.L., foi relatada pela clarividente e identificada, posteriormente, com base na descrição da sensitiva.
Pode o homem, pela sua vontade, provocar as visitas espíritas? Pode, por exemplo, dizer, quando está para dormir: Quero esta noite encontrar-me em Espírito com Fulano, quero falar-lhe para dizer isto?
“O que se dá é o seguinte: Adormecendo o homem, seu Espírito desperta e, muitas vezes, nada disposto se mostra a fazer o que o homem resolvera, porque a vida deste pouco interessa ao seu Espírito, uma vez desprendido da matéria. Isto com relação a homens já bastante elevados espiritualmente. Os outros passam de modo muito diverso a fase espiritual de sua existência terrena. Entregam-se às paixões que os escravizaram, ou se mantêm inativos. Pode, pois, suceder, tais sejam os motivos que a isso o induzem, que o Espírito vá visitar aqueles com quem deseja encontrar-se. Mas, não constitui razão, para que semelhante coisa se verifique, o simples fato de ele o querer quando desperto.”Livro dos Espíritos, questão 416.
Podem duas pessoas que se conhecem visitar-se durante o sono?
“Certo e muitos que julgam não se conhecerem costumam reunir-se e falar-se. Podes ter, sem que o suspeites, amigos em outro país. É tão habitual o fato de irdes encontrar-vos, durante o sono, com amigos e parentes, com os que conheceis e que vos podem ser úteis, que quase todas as noites fazeis essas visitas.” Livro dos Espíritos, questão 414.
O hanseniano Jésus Gonçalves, descrente, era um materialista e dizia não acreditar em nada disso. É autor de “ Falta “, onde diz assim: Onde andará um “não sei quê”, um Bem, em cuja busca sou judeu errante? Por onde eu passo, já passou também... E quando chego já partiu há instante... Não sei se está na vida, ou mais adiante, dentro da morte, nas mansões do Além... Se está no amor... se está na fé, perante os dois altares que esta vida tem. Mas, se esta vida é um sonho, a morte o nada; o amor um pesadelo; a fé receio; por que manter-se em luta desvairada? No entanto, eu sigo... acovardado, triste... a procurar em tudo em que não creio, a coisa que me falta e não existe!
Sob o ponto de vista biomédico podemos perceber que uma pessoa está sonhando por estranhos movimentos oculares produzidos em certa etapa do sonho. O período REM (rapid eye movements) é “paradoxal” porque no ápice do relaxamento vamos encontrar uma atividade intensa de numerosas estruturas cerebrais, com variação da freqüência das ondas cerebrais e traçado próximo ao do estado de vigília. Há nessa fase anulação do olfato e paladar, mas as células nervosas enviam estímulos ao ouvido, aos olhos e ao sentido do equilíbrio. Quando acordadas neste período as pessoas eram capazes de contar um sonho.
Como interpretar o sonho que tivemos com um ente querido já desencarnado? A tarefa não é muito fácil porque estamos mergulhados numa matéria muito densa. No entanto, o espírito André Luiz (médico desencarnado) nos oferece um exemplo muito bom e que é encontrado no “Os Mensageiros” (FEB) capítulo 38, quando ela sonha com a avó desencarnada e faz a interpretação da mensagem recebida.
Outro médico (psiquiatra ainda encarnado) mostra a importância dos sonhos para o diagnóstico da melancolia involutiva, destacando-a como uma síndrome com características próprias dentre as doenças conceituadas como depressão maior. Sua conclusão, nos Arquivos Brasileiros de Medicina, 71(3): 111-114, 1997, se baseia na análise de 118 casos.
Uma pessoa que dorme pode ter consciência de que está sonhando?
Sim, responde o psiquiatra holandês Dr.Frederick Willem van Eeden, que teve a confirmação feita peloDr Stephan Laberge, na Universidade de Stanford(EUA). A mesma resposta era dada por Santo Agostinho e São Tomás de Aquino (sonhos lúcidos).
Podemos estender o conceito de sonho a todos os estados alterados de consciência dos quais o psiquismo profundo tende a subir em primeiro plano, até subjugar o EU da superfície?
Podemos participar de mensagens oníricas diurnas? Podemos sonhar acordados?
Esta dimensão diurna do sonho é um convite à pesquisa .
Dr. M. Kleitmam da Universidade de Chicago (“Sleep and Wakefulness”) demonstrou que, também de dia, a atenção consciente se afrouxa em períodos, de acordo com o ritmo que corresponde perfeitamente ao alternar noturno do sono profundo ao leve.
O estado de plena “vigilância consciente” não dura mais do que um minuto ou dois por hora, o que é uma condição indispensável para uma certa eficiência criadora do intelecto, conforme F. Myers, P. Bunton e ainda John Pfeiffer (The Human Brain).
Uma mulher, diante de uma mensagem onírica diurna, interrompe seus afazeres domésticos, chama um táxi e vai encontrar o filho caído quase morto ao lado da moto. “O paranormal é o normal que ainda não compreendemos!
Podem os Espíritos comunicar-se, estando completamente despertos os corpos?
“O Espírito não se acha encerrado no corpo como numa caixa; irradia por todos os lados. Segue-se que pode comunicar-se com outros Espíritos, mesmo em estado de vigília, se bem que mais dificilmente.” Livro dos Espíritos, questão 420.
O fenômeno a que se dá a designação de dupla vista tem alguma relação com o sonho e o sonambulismo?
“Tudo isso é uma só coisa. O que se chama dupla vista é ainda resultado da libertação do Espírito, sem que o corpo seja adormecido. A dupla vista ou segunda vista é a vista da alma.” Livro dos Espíritos, questão 447.
Qual a visão espírita desses fenômenos?
Sonhos fisiológicos - por influência orgânica vive-se situações alucinatórias. Sonhos pantomnésicos - recordações do passado. Sonhos premonitórios - apreensão do futuro,sonho profético.Sonhos espirituais - vivência no plano espiritual.
Freud não poderia explicar o sonho profético como realização de um desejo recalcado no inconsciente.
Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?
“Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o Espírito mais faculdades do que no estado de vigília. Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro. (Livro dos Espíritos, questão 402).
“A árvore trará novas sementes, das quais germinarão novas árvores. Todas estavam escondidas na primeira semente,”Discurso de Metafísica, Leibniz (1686)
Lincoln viu, em sonho, cenas de seu próprio velório, uma semana antes de ser assassinado, relatando-o ao amigo Ward Lamon, que escreveu o episódio em seu diário.
É um monumental determinismo o conhecimento antecipado do futuro! É possível modificar o “Carma”? Existem as coisas futuras ou elas se encontram no NADA, e ainda não existem? O sonho profético é contrário ao livre arbítrio?
É possível prever acontecimentos derivados do presente. No entanto, como prever os que não guardam nenhuma relação com esse estado presente? Como explicar os que são atribuidos ao acaso?
Nostradamus previu a decapitação do Duque e deu o nome do carrasco, que foi escolhido “ao acaso”, na hora. Isto 66 anos após a morte do médico francês (1503-1566). O cálculo matemático da probabilidade desta predição estaria na proporção de um para cinco milhões contra o acaso.
Estando desprendido da matéria e atuando como Espírito, sabe o Espírito encarnado qual será a época de sua morte?
“Acontece pressenti-la. Também sucede ter plena consciência dessa época, o que dá lugar a que, em estado de vigília, tenha a intuição do fato. Por isso é que algumas pessoas prevêem com grande exatidão a data em que virão a morrer.” Livro dos Espíritos, questão 411.
Mas, como entender este sonho que fala do futuro. Como explica-lo? Allan Kardec, no Livro “A Gênese” discute o assunto na “Teoria da Presciência”.
  • Palestra proferida pelo Prof. Formiga no CENPES, Centro de Pesquisas da Petrobrás, em 1998.
  • Publicado na Revista Internacional de Espiritismo, Ano LXXIV, número 1, Matão, fevereiro de 1999.

A Arte de ouvir

quarta-feira, fevereiro 08, 2012 Posted In Edit This 0 Comments »

Frase do Dia

quarta-feira, fevereiro 08, 2012 Posted In Edit This 0 Comments »
"Que Deus aqueça sua fé, regue sua perseverança, nutra sua esperança, acompanhe seus passos, ilumine seu caminho e enobreça seu amor e sua humildade."

sexta-feira, fevereiro 03, 2012 Posted In , Edit This 0 Comments »

Os Anjos da Guarda Segundo André Luiz

sexta-feira, fevereiro 03, 2012 Posted In , Edit This 0 Comments »

Os Espíritos tutelares encontram-se em to­das as esferas. Os anjos da sublime vigilância, analisados em sua excelsitude divina, seguem-nos a longa estrada evolutiva. Des­velam-se por nós, dentro das Leis que nos regem, todavia, não podemos esquecer que nos movimen­tamos todos em círculos multidimensionais. A cadeia de ascensão do espírito vai da intimidade do abismo à suprema glória celeste.

Será justo lembrar que estamos plasmando nossa individualidade imperecível no espaço e no tempo, ao preço de continuadas e difíceis experiên­cias. A idéia de um ente divinizado e perfeito, invariavelmente ao nosso lado, ao dispor de nossos caprichos ou ao sabor de nossas dívidas, não con­corda com a Justiça. Que governo terrestre desta­caria um de seus ministros mais sábios e especia­lizados na garantia do bem de todos para colar-se, indefinidamente, ao destino de um só homem, qua­se sempre renitente cultor de complicados enigmas e necessitado, por isso mesmo, das mais severas lições da vida? Porque haveria de obrigar-se um arcanjo a descer da Luz Eterna para seguir, passo a passo, um homem deliberadamente egoísta ou preguiçoso? Tudo exige lógica, bom-senso.

Anjo, segundo a acepção justa do termo, é mensageiro. Ora, há mensageiros de todas as condições e de todas as procedências e, por isso, a antigüidade sempre admitiu a existência de
anjos bons e anjos maus.

Anjo de guarda, desde as con­cepções religiosas mais antigas, é uma expressão que define o Espírito celeste que vigia a criatura em nome de Deus ou pessoa que se devota infini­tamente a outra, ajudando-a e defendendo-a.

Em qualquer região, convivem conosco os Espíritos fa­miliares de nossa vida e de nossa luta. Dos seres mais embrutecidos aos mais sublimados, temos a corrente de amor, cujos elos podemos simbolizar nas almas que se querem ou que se afinam umas com as outras, dentro da infinita gradação do pro­gresso. A família espiritual é uma constelação de Inteligências, cujos membros estão na Terra e nos Céus. Aquele que já pode ver mais um pouco au­xilia a visão daquele que ainda se encontra em luta por desvencilhar-se da própria cegueira. Todos nós, por mais baixo nos revelemos na escala da evolução, possuímos, não longe de nós, alguém que nos ama a impelir-nos para a elevação. Isso pode­mos verificar nos círculos da matéria mais densa. Temos constantemente corações que nos devotam estima e se consagram ao nosso bem. De todas as afeições terrestres, salientemos, para exemplificar, a devoção das mães. O espírito maternal é uma espécie de anjo ou mensageiro, embora muita vez circunscrito ao cárcere de férreo egoísmo, na custó­dia dos filhos. Além das mães, cujo amor padece muitas deficiências, quando confrontado com os princípios essenciais da fraternidade e da justiça, temos afetos e simpatias dos mais envolventes, capazes dos mais altos sacrifícios por nós, não obstante condicionados a objetivos por vezes egoís­ticos. Não podemos olvidar, porém, que o admi­rável altruísmo de amanhã começa na afetividade estreita de hoje, como a árvore parte do embrião.

Todas as criaturas, individualmente, contam com louváveis devotamentos de entidades afins que se lhes afeiçoam. A orfandade real não existe. Em nome do Amor, todas as almas recebem assistên­cia onde quer que se encontrem.

Irmãos mais ve­lhos ajudam os mais novos. Mestres inspiram dis­cípulos. Pais socorrem os filhos. Amigos ligam-se a amigos. Companheiros auxiliam companheiros.

Isso ocorre em todos os planos da Natureza e, fatalmente, na Terra, entre os que ainda vivem na carne e os que já atravessaram o escuro passadiço da morte. Os gregos sabiam disso e recorriam aos seus gênios invisíveis. Os romanos compreendiam essa verdade e cultuavam os numes domésticos.

O gênio guardião será sempre um Espírito benfazejo para o protegido, mas é imperioso anotar que os laços afetivos, em torno de nós, ainda se encon­tram em marcha ascendente para mais altos níveis da vida. Com toda a veneração que lhes devemos, importa reconhecer, nos Espíritos familiares que nos protegem, grandes e respeitáveis heróis do bem, mas ainda singularmente distanciados da an­gelitude eterna.

Naturalmente, avançam em linhas enobrecidas, em planos elevados, todavia, ainda sen­tem inclinações e paixões particulares, no rumo da universalização de sentimentos. Por esse mo­tivo, com muita propriedade, nas diversas escolas religiosas, escutamos a intuição popular asseve­rando: - “nossos anjos de guarda não combinam entre si”, ou, ainda, “façamos uma oração aos an­jos de guarda”, reconhecendo-se, instintivamente, que os gênios familiares de nossa intimidade ainda se encontram no campo de afinidades específicas, e precisam, por vezes, de apelos à natureza superior para atenderem a esse ou àquele gênero de serviço.

Perturbação espírita após desencarne

sexta-feira, fevereiro 03, 2012 Posted In , Edit This 0 Comments »

A alma deixando o corpo, podemos dizer que não tem uma consciência imediata de seu estado atual. Mas que ela passa por algum tempo num estado de perturbação. Inclusive, os Espíritos não experimentam, no mesmo grau e durante o mesmo tempo, a perturbação que se segue à separação da alma e do corpo. Isso depende da elevação de cada um. Aquele que já está purificado se reconhece quase imediatamente, visto que já se libertou da matéria durante a vida física, enquanto que o homem carnal, aquele cuja consciência não é pura, conserva por tempo mais longo a impressão dessa matéria. (Livro dos Espíritos 163 e 164)
O conhecimento do Espiritismo exercerá influência muito grande sobre a duração da perturbação, uma vez que o Espírito compreenderá antecipadamente a sua situação. Contudo, a prática do bem e a pureza da consciência são os que exercerão maior influência benéfica no retorno ao mundo dos Espíritos. (Livro dos Espíritos 165)

Nota de Allan Kardec - No momento da morte tudo, a princípio, é confuso. A alma necessita de algum tempo para se reconhecer. Ela se acha como aturdida e no estado de um homem que despertando de um sono profundo procura orientar-se sobre sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado lhe voltam, à medida que se apaga a influência da matéria da qual se libertou, e se dissipe a espécie de neblina que obscurece seus pensamentos.

A duração da perturbação que se segue à morte do corpo varia muito; pode ser de algumas horas, de muitos meses e mesmo de muitos anos. É menos longa para aqueles que desde sua vida terrena se identificaram com o seu estado futuro, porque, então, compreendem imediatamente a sua posição.

Essa perturbação apresenta circunstância particulares, segundo o caráter dos indivíduos e, sobretudo, de acordo com o gênero de morte. Nas mortes violentas, por suicídio, suplicio, apoplexia, ferimentos, etc., o Espírito é surpreendido, espanta-se, e, não acredita que morreu e sustenta essa idéia com obstinação. Entretanto, vê seu corpo, sabe que esse corpo é seu e não compreende porque está separado dele; acerca-se das pessoas a quem estima, fala-lhes e não compreende porque elas não o ouvem. Essa ilusão perdura até a inteira libertação do perispírito e, só então, o Espírito se reconhece e compreende que não pertence mais ao números dos vivos encarnados. Este fenômeno se explica facilmente. Surpreendido de improviso pela morte, o Espírito fica atordoado com a brusca mudança que nele se operou. Para ele a morte é ainda sinônimo de destruição, aniquilamento; ora, como ele pensa, vê e escuta, não se considera morto. Sua ilusão é aumentada pelo fato de se ver com um corpo de forma semelhante ao precedente, mas cuja natureza etérea ainda não teve tempo de estudar; ele o crê sólido e compacto como o primeiro e, quando chamam sua atenção para esse ponto, admira-se de não poder apalpá-lo. Esse fenômeno é análogo aos dos sonâmbulos iniciantes que não acreditam dormir. Para eles o sono é sinônimo de suspensão das faculdades; ora, como pensam e vêem, julgam que não dormem. Certos Espíritos apresentam essa particularidade, embora a morte não lhes tenha chegado inesperadamente; todavia, é sempre mais generalizada naqueles que, apesar de doentes, não pensam em morrer. Vê-se, então, o singular espetáculo de um Espírito assistindo aos próprios funerais, como se fora um estranho e deles falando como de uma coisa que não lhe dissesse respeito, até o momento em que compreende a verdade.

A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem; é calma e em tudo semelhante à que acompanha um despertar tranqüilo. Para os que não têm a consciência pura, ela é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à medida que ela se reconhece.

Nos casos de morte coletiva, tem se observado que todos os que perecem ao mesmo tempo, nem sempre se revêem imediatamente. Na perturbação que se segue à morte, cada um vai para o seu lado ou se preocupa apenas com aqueles que lhe interessam.

O Suicídio

sexta-feira, fevereiro 03, 2012 Posted In , , , Edit This 0 Comments »

O suicídio é a interrupção da vida (óbvio). Mas nesta frase se encontra a chave de todo o drama que o suicida passa após a morte. Assim como o mais avançado dos robôs, ou um simples radinho de pilha, o corpo também tem sua bateria, e um tempo de vida útil baseado nesta carga. De acordo com nossos planos (traçados do "outro lado") teremos uma carga X de energia, que pode ser ampliada, se assim for necessário. Então, um atentado contra a vida não é um atentado exatamente contra Deus, mas contra todos os seus amigos, mentores e engenheiros espirituais que planejaram sua encarnação nos mínimos detalhes, e contra a própria energia Divina que foi "emprestada" para animar seu veículo físico de manifestação: seu corpo. 

Eqüivale aos EUA gastar bilhões pra mandar um homem a Marte, e quando ele estivesse lá resolvesse voltar porque ficou com medo ou sentiu saudades de casa. Todos os cientistas envolvidos na missão ficarão P da vida, e com razão. Afinal, quando ele se candidatou para a missão, estava assumindo todos os riscos, com todos os ônus e bônus decorrentes de um empreendimento deste tamanho. Quando esse astronauta voltar à Terra vai ter trabalho até pra conseguir emprego de gari.
É mais ou menos assim no plano espiritual. Um suicida nunca volta pra Terra em condições melhores do que estava antes de cometer o autocídio. 

Segundo Allan Kardec, codificador do espiritismo, "Há as conseqüências que são comuns a todos os casos de morte violenta*; as que decorrem da interrupção brusca da vida. Observa-se a persistência mais prolongada e mais tenaz do laço que liga o Espírito ao corpo, porque este laço está quase sempre em todo o vigor no momento em que foi rompido (Na morte natural ele enfraquece gradualmente e, às vezes, se desata antes mesmo da extinção completa da vida). As conseqüências desse estado de coisas são o prolongamento do estado de perturbação, seguido da ilusão que, durante um tempo mais ou menos longo, faz o Espírito acreditar que ainda se encontra no mundo dos vivos. A afinidade que persiste entre o Espírito e o corpo produz, em alguns suicidas, uma espécie de recuperação do estado do corpo sobre o Espírito (ou seja, o espírito ainda sente, de certa forma, as ações que o corpo sofre), que assim se ressente dos efeitos da decomposição, experimentando uma sensação cheia de angústias e de horror. Este estado pode persistir tão longamente quanto tivesse de durar a vida que foi interrompida. 

Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interditado. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram".

Algumas máximas do espiritismo para o caso de suicídio: 

As penas são proporcionais à consciência que o culpado tem das faltas que comete. 

Não se pode chamar de suicida aquele que devidamente se expõe à morte para salvar o seu semelhante. 

O louco que se mata não sabe o que faz. 

As mulheres que, em certos países, voluntariamente se matam sobre os corpos de seus maridos, obedecem a um preconceito, e geralmente o fazem mais pela força do que pela própria vontade. Acreditam cumprir um dever, o que não é característica do suicídio. Encontram desculpa na nulidade moral que as caracteriza, em a sua maioria, e na ignorância em que se acham. 

Os que hajam conduzido/induzido alguém a se matar terão de responder por assassinato, perante as Leis de Deus. 

Aquele que se suicida vítima das paixões é um suicida moral, duplamente culpado, pois há nele falta de coragem e bestialidade, acrescidas do esquecimento de Deus. 

O suicídio mais severamente punido é aquele que é o resultado do desespero, que visa a redenção das misérias terrenas.

Pergunta - É tão reprovável, como o que tem por causa o desespero, o suicídio daquele que procura escapar à vergonha de uma ação má? 
Resposta dos espíritos - O suicídio não apaga a falta. Ao contrário, em vez de uma, haverá duas. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso ter-se a de lhe sofrer as conseqüências. 

Será desculpável o suicídio, quando tenha por fim impedir a que a vergonha caia sobre os filhos, ou sobre a família?
O que assim procede não faz bem. Mas, como pensa que o faz, isso é levado em conta, pois que é uma expiação que ele se impõe a si mesmo. A intenção lhe atenua a falta; entretanto, nem por isso deixa de haver falta. Aquele que tira de si mesmo a vida, para fugir à vergonha de uma ação má, prova que dá mais apreço à estima dos homens do que a de Deus, visto que volta para a vida espiritual carregado de suas iniqüidades, tendo-se privado dos meios de repará-los aqui na Terra. O arrependimento sincero e o esforço desinteressado são o melhor caminho para a reparação. O suicídio nada repara. 

Que pensar daquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor?
Outra loucura! Que faça ele o bem, e mais cedo irá lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma idéia falsa. 

Não é, às vezes, meritório o sacrifício da vida, quando aquele que o faz visa salvar a de outrem, ou ser útil aos seus semelhantes?
Isso é sublime, conforme a intenção, e, em tal caso, o sacrifício da vida não constitui suicídio. É contrário às Leis kármicas todo sacrifício inútil, principalmente se for motivada por qualquer traço de orgulho. Somente o desinteresse completo torna meritório o sacrifício e, não raro, quem o faz guarda oculto um pensamento, que lhe diminui o valor aos olhos de Deus. Todo sacrifício que o homem faça à custa da sua própria felicidade é um ato soberanamente meritório, porque resulta da prática da lei de caridade. Mas, antes de cumprir tal sacrifício, deveria refletir sobre se sua vida não será mais útil do que sua morte. 

Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?
É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. Não há culpabilidade, entretanto, se não houver intenção, ou consciência perfeita da prática do mal. 

Conseguem seu intento aqueles que, não podendo conformar-se com a perda de pessoas que lhes eram caras, se matam na esperança de ir juntar-se a eles? 
Muito ao contrário. Em vez de se reunirem ao que era objeto de suas afeições, dele se afastam por longo tempo. 

Fonte: Livro dos espíritos (com algumas alterações) 

Alguns exemplos de efeitos de suicídios na nova vida, como constam no livro “As vidas” de Chico Xavier: 

- Chico, minha filha, de 5 anos, é portadora de mongolismo, mas eu acho que ela está sendo assediada por espíritos. 
Chico descartava a hipótese "espiritual" e encaminhava mãe e filha à fila de passes. Elas viravam as costas, e ele confidenciava a um amigo: 
- Os espíritos estão me dizendo que essa menina, em vida anterior recente, suicidou-se atirando-se de um lugar muito alto. 

Outra mãe se aproximava e reclamava do filho, também de 5 anos: 
- Ele é perturbado. Fala muito pouco e não memoriza mais que 5 minutos qualquer coisa que nós ensinamos. 
Quando os dois estavam a caminho da sala de passes, Chico confidenciava: 
- Na última encarnação, esse menino deu um tiro fatal na própria cabeça. 

Outro caso, ainda mais chocante: 
- Meu filho nasceu surdo, mudo, cego e sem os dois braços. Agora está com uma doença nas pernas e os médicos querem amputar as duas para salvar a vida dele. 
Chico pensava numa resposta, quando ouviu o vozeirão de Emmanuel: 
- Explique à nossa irmã que este nosso irmão em seus braços suicidou-se nas dez últimas encarnações e pediu, antes de nascer, que lhe fossem retiradas todas as possibilidades de se matar novamente. Agora que está aproximadamente com cinco anos de idade, procura um rio ou um precipício para se atirar. Avise que os médicos estão com a razão. As duas pernas dele serão amputadas, em seu próprio benefício.

morte violenta*: Em casos onde a morte violenta é dívida kármica, e já prevista, sempre há uma equipe de amparadores para fazer o 'desligamento' do corpo e dispersão das energias densas. Os suicidas não contam, obviamente, com esse amparo, pois seria assim um incentivo à prática do suicídio, não havendo assim aprendizado com o erro.

Carnaval (Obsessões Carnavalescas)

sexta-feira, fevereiro 03, 2012 Posted In , Edit This 0 Comments »

“Atrás do trio elétrico só não vai que já morreu...”. - Caetano Veloso
“Atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu”...”!

      Ao contrário do que reza o frevo de Caetano Veloso, não são somente os “vivos” que formam a multidão de foliões que se aglomera nas ruas das grandes cidades brasileiras ou de outras plagas onde se comemore o Carnaval. 

      O Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. 

      Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis. Se antes de compor sua famosa canção o filho de Dona Canô tivesse conhecido o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ditado ao médium Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, talvez fizesse uma letra diferente e, sensível como o poeta que é, cuidaria de exortar os foliões “pipoca” e aqueles que engrossam os blocos a cada ano contra os excessos de toda ordem. Mas como o tempo é o senhor de todo entendimento, hoje Caetano é um dos muitos artistas que pregam a paz no Carnaval, denunciando, do alto do trio elétrico, as manifestações de violência que consegue flagrar na multidão.

      No livro citado, Manoel Philomeno, que quando encarnado desempenhou atividades médicas e espiritistas em Salvador, relata episódios protagonizados pelo venerando Espírito Bezerra de Menezes, na condução de equipes socorristas junto a encarnados em desequilíbrios.

      Philomeno registra, dentre outros pontos de relevante interesse, o encontro com um certo sambista desencarnado, o qual não é difícil identificar como Noel Rosa, o poeta do bairro boêmio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, muito a propósito, integrava uma dessas equipes socorristas encarregadas de prestar atendimento espiritual durante os dias de Carnaval. 

      Interessado em colher informações para a aprendizagem própria (e nossa também!), Philomeno inquiriu Noel sobre como este conciliava sua anterior condição de “sambista vinculado às ações do Carnaval com a atual, longe do bulício festivo, em trabalhos de socorro ao próximo”. Com tranqüilidade, o autor de “Camisa listrada” respondeu que em suas canções traduzia as dores e aspirações do povo, relatando os dramas, angústias e tragédias amorosas do submundo carioca, mas compreendeu seu fracasso ao desencarnar, despertando “sob maior soma de amarguras, com fortes vinculações aos ambientes sórdidos, pelos quais transitara em largas aflições”.

      No entanto, a obra musical de Noel Rosa cativara tantos corações que os bons sentimentos despertados nas pessoas atuaram em seu favor no plano espiritual; “Embora eu não fosse um herói, nem mesmo um homem que se desincumbira corretamente do dever, minha memória gerou simpatias e a mensagem das músicas provocou amizades, graças a cujo recurso fui alcançado pela Misericórdia Divina, que me recambiou para outros sítios de tratamento e renovação, onde despertei para realidades novas”.
      Como acontece com todo espírito calceta que por fim se rende aos imperativos das sábias leis, Noel conseguiu, pois, descobrir “que é sempre tempo de recomeçar e de agir” e assim ele iniciou a composição de novos sambas, “ao compasso do bem, com as melodias da esperança e os ritmos da paz, numa Vila de amor infinito...”.

      Entre os anos 60 e 70, Noel Rosa integrava a plêiade de espíritos que ditaram ao médium, jornalista e escritor espírita Jorge Rizzini a série de composições que resultou em dois discos e apresentações em festivais de músicas mediúnicas em São Paulo. 

      O entendimento do Poeta da Vila quanto às ebulições momescas, é claro, também mudou: 
- “O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade hoje, é-me festa de todo, dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”.

A Carne Nada Vale:

      O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. 

      Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.

      Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.

      Bezerra cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade, “sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira silaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”.

      Assim, em três ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes. Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento. 

      Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.

Processo de Loucura e Obsessão:

      As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos organizando fantasias e demais apetrechos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras. Tais espíritos, como informa Manoel Philomeno, buscam vitimas em potencial “para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”. 

      Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.

      Esse processo sutil de aliciamento esclarece o autor espiritual, dá-se durante o sono, quando os encarnados, desprendidos parcialmente do corpo físico, fazem incursões às regiões de baixo teor vibratório, próprias das entidades vinculadas às tramas de desespero e loucura. Os homens que assim procedem não o fazem simplesmente atendendo aos apelos magnéticos que atrai os espíritos desequilibrados e desses seres, mas porque a eles se ligam pelo pensamento, “em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo”. Ou seja, as tendências de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são o imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do desequilíbrio, o qual, em suma, não existiria se os homens se mantivessem no firme propósito de educar as paixões instintivas que os animalizam.

      Há dois mil anos. Tal situação não difere muito dos episódios de possessão demoníaca aos quais o Mestre Jesus era chamado a atender, promovendo as curas “milagrosas” de que se ocupam os evangelhos. Atualmente, temos, graças ao Espiritismo, a explicação das causas e conseqüências desses fatos, desde que Allan Kardec fora convocado à tarefa de codificar a Doutrina dos Espíritos. Conforme configurado na primeira obra da Codificação – O Livro dos Espíritos -, estamos, na Terra, quase que sob a direção das entidades invisíveis: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?”, pergunta o Codificador, para ser informado de que “a esse respeito sua (dos espíritos) influência é maior do que credes porque, freqüentemente, são eles que vos dirigem”. Pode parecer assustador, ainda mais que se se tem os espíritos ainda inferiorizados à conta de demônios.

      Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando, como já dito, sintonizamos na mesma freqüência de pensamento, também obtemos, pelo mesmo processo, o concurso dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada. Esta última é a característica de espíritos como Bezerra de Menezes, que em sua última encarnação fora alcunhado de “o médico dos pobres” e hoje é reverenciado no meio espírita como “o apóstolo da caridade no Brasil”.

Título : Carnaval ( Obsessões Carnavalescas )
Autor: Revista Visão Espírita - (Março de 2000)